domingo, 17 de outubro de 2010

As eleições e a vitória da ideologia familista cristã

Alípio de Sousa Filho

Sociólogo, professor doutor da UFRN.
Editor da revista Bagoas.




Mais uma vez, nas eleições nacionais, entra em cena a ideologia familista cristã. De natureza conservadora, para esta, a família somente pode ter existência na forma do casamento entre homens e mulheres, não se tolerando a ideia de família homossexual, homoafetiva ou gay, concretizada pela união de dois homens ou duas mulheres. Até mesmo o termo casamento vira objeto de disputa, não se admitindo aplicar a gays, lésbicas e transexuais. Não é por outra razão que, quando se fala da reivindicação ao reconhecimento dos casais lésbicos ou gays, insiste-se em precisar que se trata de reconhecimento de “união civil” de pessoas do mesmo sexo. O casal heterossexual não apenas seria o único modelo para o qual se tornaria possível falar de casamento, mas constituiria também a experiência única de composição da família, e esta devendo ainda assegurar que nela não se pratique o sexo antes e fora do casamento e o aborto. No familismo cristão, gays, lésbicas e transexuais são seres aberrantes, que não merecem a institucionalização de direitos, e o aborto é pecado e crime. No Brasil, leis e políticas que implementem direitos LGBT e políticas que contemplem o aborto são tomadas como afrontas à propalada família brasileira, e esta pretendidamente uma “família cristã”. É bem fácil de enxergar que o familismo cristão é conservador e homofóbico. Nestas eleições, a atuação de bom número de igrejas cristãs tem constituído verdadeiro cerco em volta das candidaturas presidenciais.
Para prejuízo geral, a luta por vencer tem tornado Dilma e Serra reféns dessa ideologia, produzida pela máquina das igrejas cristãs de todos os matizes. Em nome do pragmatismo político ou das estratégias do marketing, que colocam a ação política sob o signo da dicotomia maniqueísta ou do vale tudo, os dois candidatos rebaixam suas próprias visões pessoais e de seus partidos, pois, não é de se acreditar que pensem o que estão dizendo nas entrevistas, em seus programas políticos, cartas ou documentos que assinam. Fazendo concessões ao familismo cristão conservador, os dois, com poucas distinções, deixam a sociedade escravizada ao seu próprio obscurantismo, quando tinham o dever político de enfrentá-lo, desafiá-lo, contribuindo com avanços culturais, que, até aqui, a sociedade brasileira quase inteira ignora. E aqui vale destacar que, de minha parte, não se trata de tomar um ou outro candidato como vítima ou algoz, menos ou mais cúmplice da ideologia familista cristã ou até mesmo menos ou mais seu manipulador. Fora do maniqueísmo das paixões políticas (muito em alta no momento!) e da lógica empobrecida do pragmatismo (não é pragmático discutir temas para perder, melhor esconder posições e ganhar!) – formas autoritárias da política –, trato de chamar atenção para o dano político e cultural que se produz ao se perder a chance de enfrentar, mesmo com diferenças, o conservadorismo que amanhã atrapalhará o vencedor que pretenda emplacar transformações, e que já atrapalha avanços que a sociedade brasileira não pode mais continuar negando ao segmento LGBT e de mulheres, que, embora minorias políticas, são numericamente importantes segmentos sociais.
Nessas eleições, por temor de enfrentar o familismo cristão conservador, a questão gay não aparece nos programas eleitorais de nenhum dos candidatos, não é discutida, e o tema do aborto virou motivo de chantagem, ingrediente eleitoreiro. O medo de enfrentar o poder eleitoral das igrejas conservadores (algumas com práticas que são verdadeiro terrorismo da palavra!) tem deixado os candidatos, neste segundo turno, inteiramente prisioneiros de posições acanhadas que só acanham a sociedade brasileira. Os discursos dos candidatos ou daqueles que os apóiam referem-se a esses temas como “coisas sem importância”, “baboseira”, “política do submundo”, “baixaria”, “questões secundárias”, entre outras expressões, revelando o quanto, em suas concepções, a política é compreendida como a esfera de coisas cuja importância não torna possível a ocupação com temas “menores” como os direitos civis de gays, lésbicas e transexuais ou a questão do aborto. Mesmo a alusão a que alguém seja gay ou lésbica é tratada como “acusação”, “calúnia”, numa clara revelação que se tem a homossexualidade como um atributo negativo. Do contrário, por que tomar como calúnia ou acusação a referência (verdadeira ou falsa) à homossexualidade? O modo de responder não deveria ser outro? Por que sentir-se “difamado” por alusão à suposta homossexualidade? Na tensão da disputa, perde-se o senso crítico e o senso comum vai ganhando a confirmação de suas representações, preconceitos...

Não se torna mais possível que, no século XXI, dois importantes partidos como o PT e PSDB se permitam rebaixar seus programas, discursos e posicionamentos à vontade de religiões conservadoras que conduzem o país para o atraso cultural e político.
Conciliar com a vontade das igrejas cristãs conservadoras e homofóbicas, em nome de pragmatismo político, é permitir que aqueles que hoje exigem “compromissos de campanha” contra o aborto e contra os direitos LGBT, e outros temas que incomodam, tornem-se amanhã, dentro e fora do Congresso Nacional, como cães de guarda da moral sexual vigente, os primeiros e mais ferrenhos opositores de posicionamentos e ações de governo favoráveis a políticas públicas e direitos que não podem mais continuar suspensos, negados, obstruídos, confiscados.

Na disputa final, PT e PSDB deveriam dar lições de coragem política, enfrentando a ideologia familista cristã conservadora que faz com que a sociedade brasileira seja hoje uma das mais atrasadas em relação aos direitos LGBT e a questão do aborto. Mas, inversamente, assistimos os dois partidos com peças de marketing caricaturescas de “mães brasileiras”, “mulheres grávidas”, “valores sagrados”, “fé”, “família”, visitas a templos etc. Imagens e palavras de concessões ao familismo cristão conservador, numa clara alusão a posições anti-aborto e contrárias a qualquer defesa de direitos que incluam as reivindicações do segmento LGBT como casamento, adoção etc. Dilma acaba de assinar carta em que se compromete a nada fazer que “afronte à família”, mesmo diz que alterará o PLC 122 (que trata da criminalização da homofobia) nos pontos em que este seja “ameaça” à liberdade religiosa e de expressão (isto é, tenta acalmar os padres e pastores homofóbicos, que querem ter o direito de, em seus sermões, continuar maldizendo a homossexualidade e os gays e lésbicas) e que é “pessoalmente contra o aborto”. Por sua vez, Serra traz a figura da comovente “mãe” e sua solidária ideologia do “amor materno”, discurso subliminar contra o aborto, e, embora tenha assinado documento em que se posiciona favorável à “união civil” de homossexuais, declara que não é favorável ao “casamento”, assunto que seria das igrejas.
Dilma e Serra deveriam ter a coragem de desafiar a ideologia familista cristã numa prova de coragem para governar uma sociedade que não pode ter no seu Estado um lugar de atuação de religiões, mas um espaço laico. Única possibilidade de elevar a própria esfera política à posição de esfera na qual não se toma posições baseadas em crenças ou critérios religiosos, mas a partir de critérios racionais, públicos e políticos. Todavia, escondidos nas razões do pragmatismo político-eleitoral e submetidos à ideologia do marketing, que, contemporaneamente, substitui a própria política, as duas candidaturas rebaixam seus propósitos e deixam-se derrotar por um familismo homofóbico e conservador que, qualquer que seja o resultado eleitoral, já pode comemorar sua vitória.

sábado, 16 de outubro de 2010

Educação com Dilma


MANIFESTO DE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA







Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema
educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro
do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que
revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das
Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP,
Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados,
mesmo com os
recordes na arrecadação de impostos
. Numa inversão da situação vigente
nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a
remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde
2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado
desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às
condições aviltantes de trabalho
, a baixa remuneração tende a expelir
desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular
quem decide se manter na Rede Pública.
Diante das reivindicações por
melhores condições de trabalho,
Serra costuma afirmar que não passam de
manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de
grupos políticos que querem desestabilizá-lo.
Assim, além de evitar a
discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos
organizados da sociedade civil
, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas
federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo
para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ.
A proibição de
novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores.
Em
contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de
universidades privadas.
Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo
Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas
educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o
fornecimento de material didático e a formação continuada de
professores.
O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema
educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção
que estão sendo julgados em tribunais internacionais.
Sua campanha
promove uma deseducação política ao
imitar práticas da extrema direita
norte-americana
em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas
religiosos
. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das
forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando
Collor.

Fábio Konder Comparato, USP - Carlos Nelson Coutinho, UFRJ - Heloisa Fernandes, USP - Theotonio dos Santos, UFF


Emilia Viotti da Costa, USP - José Arbex Jr., PUC-SP - Marilena Chaui, USP - João José Reis, UFBA

Joel Birman, UFRJ - Leda Paulani, USP - Dermeval Saviani, Unicamp

João Adolfo Hansen, USP - Flora Sussekind, Unirio - Otávio Velho, UFRJ - Renato Ortiz, Unicamp


Luiz Renato Martins, USP - Maria Victoria de Mesquita Benevides, USP - Enio Candotti, UFRJ

Glauco Arbix, USP - Laymert Garcia dos Santos, Unicamp - Franklin Leopoldo e Silva, USP - Luis Fernandes, UFRJ

Antonio Carlos Mazzeo, Unesp - Wander Melo Miranda, UFMG - Ronaldo Vainfas, UFF

Caio Navarro de Toledo, Unicamp - Celso Frederico, USP - Armando Boito, Unicamp - Henrique Carneiro, USP

Angela Leite Lopes, UFRJ - Afrânio Catani, USP - Otavio Soares Dulci, UFMG - Laura Tavares, UFRJ

Wolfgang LeoMaar, UFSCar - João Quartim de Moraes, Unicamp - Ildeu de Castro Moreira, UFRJ

Scarlett Marton, USP - Emir Sader, UERJ - Sidney Chalhoub, Unicamp - Marcelo Perine, PUC-SP

Flavio Aguiar, USP - Léon Kossovitch, USP - Celso F. Favaretto, USP - Benjamin Abdalla Jr., USP

Irene Cardoso, USP - Vladimir Safatle, USP - José Ricardo Ramalho, UFRJ - Gilberto Bercovici, USP

Ivana Bentes, UFRJ - José Sérgio F. de Carvalho, USP - José Castilho de Marques Neto, Unesp

Maria Ligia Coelho Prado,USP - Peter Pal Pelbart, PUC- SP - Sergio Cardoso, USP

Ricardo Musse, USP - Consuelo Lins, UFRJ - Iumna Simon, USP - Vera da Silva Telles, USP

Elisa Kossovitch , Unicamp - Edilson Crema, USP - Liliana Segnini, Unicamp - José Jeremias de Oliveira Filho, USP

Sebastião Velasco e Cruz, Unicamp - Ligia Chiappini, Universidade Livre de Berlim - Giuseppe Cocco, UFRJ

Luiz Roncari, USP - Marcio Suzuki, USP - Francisco Foot Hardman, Unicamp - Eleutério Prado, USP

Eliana Regina de Freitas Dutra, UFMG - Helder Garmes, USP - Marcos Dantas, UFRJ

Adélia Bezerra de Meneses, Unicamp - Luís Augusto Fischer, UFRS - Zenir Campos Reis, USP

Alessandro Octaviani, USP - Federico Neiburg, UFRJ - Maria Lygia Quartim de Moraes, Unicamp

Cilaine Alves Cunha, USP - Evando Nascimento, UFJF - Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos, USP



Juarez Guimarães, UFMG - Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida, PUC-SP - Marcos Silva, USP

Walquíria Domingues Leão Rego, Unicamp - Sérgio de Carvalho, USP - Rosa Maria Dias, Uerj

Jorge Luiz Souto Maior, USP - Gil Vicente Reis de Figueiredo, UFSCar - Ladislau Dowbor, PUC-SP

Lucilia de Almeida Neves, UnB - Bernardo Ricupero, USP - Joaquim Alves de Aguiar, USP




Maria Lúcia Montes, USP - Eugenio Maria de França Ramos, Unesp - Ana Fani Alessandri Carlos, USP

Mauro Zilbovicius, USP - Jacyntho Lins Brandão, UFMG - Paulo Silveira, USP - Marly de A. G. Vianna, UFSCar

José Camilo Pena, PUC-RJ - Lincoln Secco, USP - Mario Sergio Salerno, USP - Rodrigo Duarte, UFMG

Paulo Nakatani, UFES - Sean Purdy, USP - Adriano Codato, UFPR - Ricardo Nascimento Fabbrini, USP

Denilson Lopes, UFRJ - Marcus Orione, USP - Ernani Chaves, UFPA - Gustavo Venturi, USP

João Roberto Martins Filho, UFSCar - - Marcos Siscar, Unicamp - Nelson Cardoso Amaral, UFG

Evelina Dagnino, Unicamp - Vinicius Berlendis de Figueiredo, UFPR - Silvia de Assis Saes, UFBA

Carlos Ranulfo, UFMG - Flavio Campos, USP - Liv Sovik, UFRJ - Marta Maria Chagas de Carvalho, USP

Paulo Faria, UFRGS - Rubem Murilo Leão Rego, Unicamp - Maria Helena P. T. Machado, USP

Francisco Rüdiger, UFRS - Nelson Schapochnik, USP - Maria Augusta da Costa Vieira, USP

Elyeser Szturm, UnB - José Geraldo Silveira Bueno, PUC-SP - Reginaldo Moraes, Unicamp - Luiz Recaman, USP

Iram Jácome Rodrigues, USP - Roberto Grun, UFSCar - Edson de Sousa, UFRGS - Márcia Cavalcante Schuback, UFRJ

Luciano Elia, Uerj - Julio Ambrozio, UFJF - Oto Araujo Vale, UFSCar - João Emanuel, UFRN - Paulo Martins, USP

Analice Palombini, UFRS - Alysson Mascaro, USP - José Luiz Vieira, UFF - Paulo Benevides Soares, USP

Marcia Tosta Dias, Unifesp - Salete de Almeida Cara, USP - Anselmo Pessoa Neto, UFG - Marta Kawano, USP

Ricardo Basbaum, Uerj - Iris Kantor, USP - Fernando Lourenço, Unicamp - Luiz Carlos Soares, UFF

André Carone, Unifesp - Adriano Scatolin, USP - Richard Simanke, UFSCar - Francisco Alambert, USP

Arlenice Almeida, Unifesp - Miriam Avila, UFMG - Sérgio Salomão Shecaira, USP - Carlos Eduardo Martins, UFRJ

Antonio Albino Canelas Rubim, UFBA - Claudio Oliveira, UFF - Eduardo Brandão, USP - Jesus Ranieri, Unicamp

Mayra Laudanna, USP - Aldo Duran, UFU - Luiz Hebeche, UFSC - Eduardo Morettin, USP - Adma Muhana, USP

Fábio Durão, Unicamp - Amarilio Ferreira Jr., UFSCar - Jaime Ginzburg, USP - Ianni Regia Scarcelli, USP

Marlise Matos, UFMG - Mauricio Santana Dias, USP - Adalberto Muller, UFF - Ivo da Silva Júnior, Unifesp

Cláudio Oliveira, UFF - Ana Paula Pacheco, USP - Sérgio Alcides, UFMG - Romualdo Pessoa Campos Filho, UFG

Bento Itamar Borges, UFU - Tânia Pellegrini, UFSCar - José Paulo Guedes Pinto, UFRRJ - Luiz Damon, UFPR

Emiliano José, UFBA - Eduardo Passos, UFF - Horácio Antunes, UFMA - Laurindo Dias Minhoto, USP

Paulo Henrique Martinez, Unesp - Igor Fuser, Faculdade Cásper Líbero - Herculano Campos, UFRN

Adriano de Freixo, UFF - Suzana Guerra Albornoz, UNISC/RS - Sonia Campaner, PUC-SP - Alexandre Fonseca, UFRJ

Raul Vinhas Ribeiro, Unicamp - Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo, Uerj - Carmen Gabriel, UFRJ

Ana Gonçalves Magalhães, USP - Regina Mennin, Unifesp - Regina Pedroza, UnB - Regina Vinhaes Gracindo, UnB

Elina Pessanha, UFRJ - Elisa Maria Vieira, UFMG - Reinaldo Martiniano, UFMG - Freda Indursky, UFRGS

Frederico Carvalho, UFRJ - Renata Paparelli, PUC-SP - Renato Lima Barbosa, UEL - Antonio Prado, Unicamp

Antonio Teixeira, UFMG - Aparecida Neri de Souza, Unicamp - Ricardo Barbosa de Lima, UFG

Ricardo Kosovski, UNIRIO - Ricardo Mayer, UFAL - Rita Diogo, UERJ - Adalberto Paranhos, UFU

Adalton Franciozo Diniz, PUC-SP - Alcides Fernando Gussi, UFC - Aldo Victorino, UERJ -

José Guilherme Ramos, Unincor

Alex Fabiano Jardim, Unimontes - Alexandra Epoglou, UFU - Alexandre Henz, Unifesp - Alfredo Cordiviola, UFPE

Alícia Gonçalves, UFPB - Alita Sá Rego, UERJ - Alvaro Luis Nogueira, CEFET/RJ - Amaury Júnior, UFRJ

Amilcar Pereira, UFRJ - Amon Pinho, UFU - Ana Maira Coutinho, PUC-Minas - Ana Maria Araújo Freire, PUC/SP

Ana Maria Chiarini, UFMG - Ana Maria Doimo, UFMG - Ana Maria Medeiros, UERJ - André Daibert, CEFET/RJ

André Figueiredo, UFRRJ - André Leclerc, UFC - André Martins, UFRJ - André Paulo Castanha, Unioeste

Andrea Franco, PUC-Rio - Andrea Macedo, UFMG - Andrea Silva Ponte, UFPB - Angela Prysthon, UFPE

Angelita Matos Souza, Facamp - Angelita Pereira de Lima, UFG - Aníbal Bragança, UFF - Anita Leandro, UFRJ

Anna Carolina Lo Bianco, UFRJ - Antonio Carlos Lima, UFRJ - Antônio Cristian Saraiva Paiva, UFC

Antonio Justino Ruas Madureira, UFU - Antonio Pinheiro de Queiroz, UnB - Armen Mamigonian, USP

Benito Bisso Schmidt, UFRGS - Benjamin Picado, UFF - Branca Jurema Ponce, PUC/SP - Brasilmar Nunes, UFF

Bruna Dantas, Univ. Cruzeiro do Sul - Bruno Guimarães, UFOP - Carla Dias, UFRJ - Carlos Bauer, Uninove

Carlos José Espíndola, UFSC - Carolina Martins Pulici, Centro Universitário Senac - Cauê Alves, PUC-SP

Celia Rocha Calvo, UFU - César Barreira, UFC - César Nigliorin, UFF - Clara Araujo, UERJ - Clarice Mota, UFAL

Claudinei Silva, Unioeste - Claudio Benedito Baptista Leite, Unifesp - Cláudio DeNipoti, UEPG

Cleber Santos Vieira, Unifesp - Custódia Selma Sena do Amaral, UFG - Daniela Frozi, UERJ

Daniela Weber, FURG - Daniele Nilym, UFC - Dau Bastos, UFRJ - Débora Barreto, UCM - Debora Breder, UCM

Débora Diniz, UnB - Denise Golcalves, UFRJ - Diva Maciel, UnB - Doris Accioly, USP - Doris Rinaldi, Uerj

Douglas Barros, PUC-Campinas - Edgar Gandra, UFPel - Edson Arantes Junior, UEG - Eduardo Sterzi, Faap

Elizabeth Maria Azevedo Bilange, UFMS - Emerson Giumbelli, UFRGS - Ercília Cazarin, Univ. Passo Fundo

Ernesto Perini, UFMG - Eugênio Rezende de Carvalho, UFG - Fabiana de Souza, UFG - Fabiele Stockmans, UFPE

Fábio Franzini, Unifesp - Fábio Franzini, Unifesp - Fernanda dos Santos Castelano Rodrigues, UFSCar

Fernando Fragozo, UFRJ - Fernando Freitas, UERJ - Fernando Resende, UFF - Fernando Salis, UFRJ

Filipe Ceppas, UFRJ - Flavio Fogliatto, UFRGS - Geísa Matos, UFC - George Lopes Paulino, UFC

Geovane Jacó, UECE - Geraldo Orthof ,UnB - Geraldo Pontes Jr., UERJ - Gesuína Leclerc, UFC

Gilberto Almeida, UFBA - Gilson Iannini, UFOP - Giselle Martins Venancio, UFF - Gizelia Maria da Silva Freitas, UFPA

Graciela Paveti, UFMG - Gustavo Coelho, UERJ - Gustavo Krause, UERJ - Hélio Carlos Miranda de Oliveira, UFU

Hélio Silva, UFSC - Henri Acselrad, UFRJ - Henrique Antoun, UFRJ - José Carlos Prioste, Uerj

José Carlos Rodrigues, PUC – Rio - José Claudinei Lombardi, Unicamp - Henrique Antoun, UFRJ




Henrique de Paiva, Uninove - Humberto Hermenegildo de Araújo, UFRN - Ianni Scarcelli, USP

Irlys Barreira, UFC - Isaurora Cláudia Martins, UVA - Ivan Rodrigues Martin, Unifesp - Izabela Tamaso, UFG

Jackson Aquino, UFC - Jacqueline Girão Lima, UFRJ - Jacqueline O.L. Zago, UFTM - Janete M. Lins de Azevedo, UFPE

Jania Perla Diógenes de Aquino, UFC - Joana Bahia, UERJ - Joelma Albuquerque, UFAL - John Comerford, UFRRJ

Jorge Valadares, Fund Oswaldo Cruz - José Artur Quilici Gonzalez, UFABC - José Lindomar Albuquerque, UNIFESP

José Luiz Ferreira, UFERSA - José Messias Bastos,UFSC - José Otávio Guimarães, UnB

José Ubiratan Delgado, IRD- CNEN - Joziane Ferraz de Assis, UFV - Kátia Paranhos, UFU

Kelen Christina Leite, UFSCar - Laura Feuerwerker, USP - Leandro Melo, Senac - Simone Wolff, UEL

Solange Ferraz de Lima, USP - Sônia Maria Rodrigues, UFG - Lena Lavinas, UFRJ - Leonardo Daniato, UniFor

Lia Tomas, Unesp - Liliam Faria Porto Borges, UNIOESTE - Lúcia Maria de Assis, UFG - Lucia Pulino, UnB

Luciana Hartmann, UnB - Luciano Mendes de Faria Filho, UFMG - Luciano Rezende, Instituto Federal de Alagoas

Luciano Simão, UFF - Luís Filipe Silvério Lima, Unifesp - Luis Mattei, UFF - Luiz Fábio Paiva, UFAM

Luiz Paulo Colatto, CEFET-RJ - Luiz Sérgio Duarte da Silva, UFG - Madalena Guasco Peixoto, PUC-SP

Marcelo Carcanholo, UFF - Marcelo de Sena, UFMG - Marcelo Martins de Sena, UFMG - Marcelo Paixão, UFRJ

Marcelo Pinheiro, UFU - Marcia Angela Aguiar, UFPE - Marcia Cristina Consolim, Unifesp

Márcia Maria Menendes Motta, UFF - Marcia Maria Motta, UFF - Marcia Paraquett, UFBA

Marcio Galdman, UFRJ - Marco André Feldman Schneider, UFF - Marcos Aurélio da Silva, UFSC

Marcos Barreto, UFRJ - Marcos Cordeiro Pires, Unesp - Marcos Santana de Souza, UFS - Marcus Wolff , UCM

Maria Amélia Dalvi, UFES - Maria Aparecida Leite Soares, Unifesp - Maria Augusta Fonseca, USP

Maria Cristina Batalha, UERJ - Maria Cristina Giorgi, CEFET- RJ - Maria Cristina Giorgi, CEFET/RJ

Maria Cristina Volpi, UFRJ - Mônica de Carvalho, PUC-SP - Natalia Reis, UFF - Neide T. Maia González, USP

Nelson Maravalhas, UnB - Nelson Tomazi, UEL - Maria de Fátima Gomes, UFRJ - Maria Fernanda Fernandes, Unifesp

Maria Jacqueline Lima, UFRJ - Maria José Aviz do Rosário, UFPA - Maria José Vale, Unicastelo

Maria Lúcia Homem, FAAP - Maria Lúcia Seidl, UERJ - Maria Luiza de Oliveira, Unifesp

Maria Luiza Heilborn, UERJ - Maria Neyara de Oliveira Araújo, UFC - Maria Rita Aprile, Uniban

María Zulma M. Kulikowski, USP - Mariana Cassab, UFRJ - Mariana Cavalcanti, FGV-RJ - Marisa Bittar, UFSCar

Markus Lasch, Unifesp - Marlon Salomon, UFG - Marly Vianna, UFSCar - Marly Vianna, UFSCar

Márnio Pinto, UFSC - Marta Peres, UFRJ - Marta Pinheiro, UFRJ - Mary Castro, UCSal - Miroslav Milovic, UnB

Edson Arantes Jr., UERJ - Moema Rebouças, UFES - Monica Alvim, UFRJ - Monica Bruckmann, UFRJ

Nereide Saviani, Unisantos - Neusa Maria Dal Ri, Unesp - Nina Leite, Unicamp - Nise Jinkings, UFSC

Nora Krawczyk, Unicamp - Olga Cabrera, UFG - Olgamir Amancia Ferreira de Paiva, UnB

Ovídio de Abreu, UFF - Patrícia Reinheimer, UFRRJ - Patrícia Sampaio, UFAM - Paulino José Orso, Unioeste

Paulo Bernardo Ferreira Vaz, UFMG - Paulo Machado, UFSC - Paulo Pinheiro Machado, UFSC

Paulo Roberto de Almeida, UFU - Rafael Haddock-Lobo, UFRJ - Ramón Fernandez, FGV-SP

Raul Pacheco Filho, PUC-SP - Rita Schmidt, UFRGS - Robespierre de Oliveira, UEM - Rodrigo Nobile, UERJ

Rogério Medeiros, UFRJ - Ronaldo Gaspar, Unicastelo - Rosana C. Zanelatto Santos, UFMS

Rosana Costa, UFRJ - Rosemary de Oliveira Almeida, UECE - Sabrina Moehlecke, UFRJ - Sara Rojo, UFMG

Sarita Albagli, UFRJ - Sidnei Casetto, Unifesp - Silviane Barbato, UnB - Silvio Costa, PUC/GO

Simone Michelin, UFRJ - Suzzana Alice Lima Almeida, UNEB - Sylvia Novaes, USP - Tadeu Alencar Arrais, UFG

Tadeu Capistrano, UFRJ - Tania Rivera, UnB - Tatiana Roque, UFRJ - Telma Maria Gonçalves Menicucci, UFMG

Tercio Redondo, USP - Théo Lobarinhas Piñeiro, UFF - Tomaz Aroldo Santos, UFMG

Valdemar Sguissardi, UFSCar - Vera Chuelli, UFPR - Vera Figueiredo, PUC-Rio - Victor Hugo Pereira, UERJ

Viviane Veras, Unicamp - Volnei Garrafa, UnB - Wagner da Silva Teixeira, UFTM - Waldir Beividas, USP

Wilson Correia, UFRB - Adriano de Freixo, Universidade Federal Fluminense - Andre Gunder Frank, UFF

Flávia Nascimento, UNESP - Graziela Serroni Perosa, EACH/USP - Gustavo Caponi, UFSC

Helena Esser dos Reis, UFG - Jaime Rodrigues, Universidade Federal de São Paulo/Unifesp




Jaqueline Kalmus, UniFIEO - Joana Ziller – Universidade Federal de Ouro Preto/UFOP - Juliana Tavares, IFF

Luis Guilherme Galeão da Silva, USP - Luiz Mariano Carvalho, UERJ - Maria Margareth de Lima, UFPB

Maria Waldenez de Oliveira, UFSCAR - Nelson Schapochnik, USP - Paulo Rodrigues Belém, PUC/Rio de Janeiro

Raul Vinhas Ribeiro, UNICAMP - Rita Fagundes, UFS - Tercio Loureiro Redondo, USP

Valéria Vasconcelos, UNIUBE/MG - Ana Paula Cantelli Castro, Universidade Federal do Piauí/UFP

Hélio Lemos Sôlha – Professor, UNICAMP - Pedro C. Chadarevian, UFSCAR - Ivaldo Pontes Filho, UFPE

Ricardo Summa, UFRRJ - Ernesto Salles, UFF - Sidney Calheiros de Lima, USP -

Claudia Moraes de Souza, Unesp/Marília - Estêvão Martins Palitot, Universidade Federal da Paraíba/UFB




Lilian Sagio Cezar, USP - Gislene Aparecida dos Santos, EACH – USP

Eliézer Cardoso de Oliveira, Universidade Estadual de Goiás - Luiz Menna-Barreto, EACH/USP

Raquel Alvarenga Sena Venera, UFSC - Aida Marques, Universidade Federal Fluminense

Cleria Botelho da Costa, UnB - Ernestina Gomes de Oliveira, Faculdade de Direito do ISCA de Limeira

Kátia Menezes de Sousa, Universidade Federal de Goiás - Aluizio Moreira, UFCG

Luiz Gonzaga Godoi Trigo, EACH/USP - Lucas Bleicher, UFMG - Luiz Carlos Seixas, FMU e UniFIEO




Giane da Silva Mariano Lessa, UFRRJ - George G. Coutinho, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Walter Andrade, Fundação Padre Albino - Antonio Torres Montenegro, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

Regina Beatriz Guimarães Neto, UFPE - Enilce Albergaria Rocha, Universidade Federal de Juiz de Fora

Reinaldo Salvitti, USP - Vania Noeli Ferreira de Assunção, PUC/SP - José Arlindo dos Santos, UNITINS

Jose Carlos Vaz, USP - Marisa Midori Deaecto, USP - Luiz Cruz Lima, Universidade Estadual do Ceará/UECE

Maria do Carmo Lessa Guimarães, UFBA - Ebe Maria de Lima Siqueira, Universidade Estadual de Goiás/UnU

Alexei Alves de Queiroz, UnB - Francisco Mazzeu, Unesp - Cláudia Regina Vargas, UFSCAR

Fábio Ferreira de Almeida, Universidade Federal de Goiás - Celso Kraemer, Universidade Regional de Blumenau

Gladys Rocha, UFMG - Murilo César Ramos, UnB - Deolinda Freire, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Corinta Maria Grisolia Geraldi, UNICAMP - João Wanderley Geraldi, UNICAMP

Durval Muniz de Albuquerque Junior, UFRN - Rafael Sanzio, UnB - Sônia Selene Baçal de Oliveira, UFAM




Arlindo da Silva Lourenço, Uniban - Izabel Cristina dos Santos Teixeira, UFT/Araguaína

Glaucíria Mota Brasil, Universiade Estadual do Ceará - Maria Neyara de Oliveira Araújo, Universidade Federal do Ceará

Alícia Ferreira Gonçalves, UFPB - Francisco Alves, UFSCar - Luiz Armando Bagolin, USP

Igor Fuser, Faculdade Cásper Líbero - Paula Glenadel, UFF - Lana Ferreira de Lima, UFG

Karina Chianca Venâncio, UFPE - Surya Aaronovich Pombo de Barros, UFPB - Fausto Fuser, USP

Silvia Beatriz Adoue, UNESP/Araraquara - Sônia Campaner, PUC/SP - Paulo Henrique Martinez, Unesp

Iram Jácome Rodrigues, USP - Sílvio Camargo, Unicamp - Fernando Nogueira da Costa, Unicamp

Mariana Cassab, UFRJ - Suzana Guerra Albornoz, FURG/Rio Grande e UNISC/RS - Alexandre Abda, FAP/SP

José Edvar Costa de Araújo, Universidade Estadual Vale do Acaraú - Gabriel Almeida Antunes Rossini, PUC/SP

Cláudio Oliveira, Universidade Federal Fluminense/UFF - Aixa Teresinha Melo de Oliveira, CEFET/RJ – UnED/Petrópolis

Flávio Rocha de Oliveira, FESP/SP - Viviane Conceição Antunes Lima, UFRRJ - Rita Maskell Rapold, UNEB

Valter Duarte Ferreira Filho, UERJ e UFRJ - Romeu Adriano da Silva, Universidade Federal de Alfenas

Paulo Cesar Azevedo Ribeiro, Universidade Estácio de Sá - Andréa Lisly Gonçalves, Universidade Federal de Ouro Preto

Álvaro Luis Martins de Almeida Nogueira, Cefet - Welerson Fernandes Kneipp, Cefet - Jarlene Rodrigues Reis, Cefet

André Barcelos Damasceno Daibert, Cefet - Luiz Antonio Mousinho Magalhães, Universidade Federal da Paraíba/UFPB

Maria Cristina Cortez Wissenbach, USP - Denise Helena P.Laranjeira, Universidade Estadual de Feira de Santana

Magnus Roberto de Mello Pereira, UFPR - Ricardo Cardoso Paschoal, CEFET/RJ - Luciano dos Santos Bersot, UFPR

Sérgio de Paula Machado, UUFRJ - Antônio Alberto Machado, Unesp/Franca-SP - Sérgio Ricardo de Souza, CEFET/MG

Angela Thalassa, Faculdade de Arujá / IESA - Débora C. Piotto, USP - Marcelo Parizzi Marques Fonseca, UFSJ

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Feliz Dia dos Professores


15 de outubro - Dia dos Professores
"O Serra mente, perdeu a chance de ser presidente.
Daqui a pouco tem eleição...
...Lá no planalto ele não chega não!"

Coisas que o Brasil não pode esquecer. Senhor Serra, não adianta vir com esse papinho de dois profissionais por sala quando se não tiver preparo adequado essa história vai se repetir! A educação precisa de qualidade, não de quantidade! E quantidade não garante sustento da qualidade profissional!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Marilena Chauí e as eleições brasileiras


Qual é a religião do Brasil?

Historicamente, nosso país recebeu centenas, milhares de povos. Cada um que habitou essas terras trouxe também de suas origens marcas particulares da cultura. Essa mistura de povos e crenças leva ao estimulo de uma miscigenação onde a pergunta que fica é: qual é a religião certa do Brasil?
Aqui católico fala que budista é errado, que a maçonaria é satânica, que evangélico é neurótico. Aqui evangélico diz que está acima de todos, que Nossa Senhora não tem importância. Aqui religião de preto é diabólico, axé e candomblé devem ser temidos. Aqui espírita é idiota, ateu é ridículo, e islâmico é terrorista. Mas afinal, qual a constituição religiosa do Brasil?
Cada um com sua crença, o melhor assim seria se cada um assumisse seu devido espaço.
Em um país com essa mistura o mais fácil seria dizer que não há o mais certo e o mais errado. Assim, etnologicamente falando, não existem superiores e moralistas. Pelo contrário, o que vemos são claramente exemplos de pseudo-moralismos nas nossas instituições religiosas, entre elas a que se dizem mais certas, as grandes precursoras das histórias religiosas.
O que estamos vendo no processo eleitoral brasileiro de 2010 é o que se pode chamar de Guerra Santa, onde as ideologias religiosas foram usadas para manipular uma massa de fiéis religiosos através de suas construções morais. Como tão corretamente morais que chegam a ser contraditórias, pois não deixaremos esquecer-se de quantas meninas foram punidas moralmente pelas Igrejas e Templos (Católicos, Evangélicos, etc.) por praticarem abortos quando ainda não tinham idade de serem reconhecidas como adolescentes e que por outro lado o pai da criança abortada foi no mínimo protegido pelos porões de entidades religiosas. Sobre "pai" leia como "aquele que conduz a instituição religiosa" (padres e pastores).
Minha mensagem é: Deixe a política que se faça pelos eleitores e a religião entre os fiéis.
É no mínimo lamentável o curso ao qual se deu nossas eleições, onde os candidatos agora têm que adotar uma metodologia baseada na aderência a aceitação dos fiéis, e não mais são tratados como eleitores.
Nossa política pública, a nível país se viu resumida aos interesses particulares de entidades religiosas. Onde os profissionais políticos se lançam em uma base tremula para agradar gregos e troianos (fiéis e eleitores).
Qual a religião do Brasil?
Países que se constituem baseados em uma fé religiosa têm um vasto histórico de guerras sangrentas onde economia, política, sociedade e Estado estão assentados em fundamentalismos religiosos e que, pode-se comprovar que: não dá muito certo. Onde tudo que rege um país fica associado às doutrinas religiosas temos conflitos de interesses sempre voltados às moralidades religiosas.
No Brasil, está se fazendo uma jogada eleitoral focalizando muito as ordens religiosas. Isso, particularmente falando, não é bom! Nossos profissionais políticos perdem então o sentido de respeito a democracia pelas honras religiosas e seus regimentos sensacionalistas.
Acorda, Brasil! O que está em jogo agora são os discursos de influência do bem-comum e da estabilidade do Estado. Não vamos deixar que os comícios se transformem em cultos e missas!

domingo, 10 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A evolução da liberdade


Militância: na luta pela Democracia.

"Porque se chamava moço, também se chamava sonho. E sonhos não envelhecem."
(Milton Nascimento)

Dilma tinha apenas 14 anos quando o pai morreu. Já havia lido “Germinal”, romance de Emile Zola sobre as sub-humanas condições de vida dos trabalhadores das minas de carvão francesas. Lera também “Humilhados e Ofendidos”, de Dostoiévski, entre os muitos clássicos humanistas que Pedro Rousseff lhe apresentara. O pai ensinara a filha a amar os livros e as pessoas. Agora, ela teria que seguir o aprendizado ao lado dos irmãos, Igor e Zana, e da mãe, dona Dilma, que lutaria com unhas e dentes para manter a família no rumo traçado pelo marido.

Dilma vai fazer o ensino médio no Colégio Estadual Central e, em seguida, a faculdade de economia na Universidade Federal de Minas Gerais, centros de efervescência cultural e política de Belo Horizonte às vésperas do golpe militar de 64. A barra mais pesada viria em 68, quando o AI-5 baixado pelos militares mergulhou o Brasil ainda mais fundo nos porões da repressão.

A adolescência e a juventude são temperadas com literatura, cineclube e discussões políticas nos bares onde o petisco preferido dos rapazes e moças sem dinheiro no bolso é farinha com molho inglês a palito. Dilma e sua geração entram de cabeça na militância política. Com 16 anos ela já está na Polop. Depois na Colina e finalmente na VAR-Palmares -- todas organizações clandestinas, num tempo em que tudo era proibido e que você podia ser preso apenas por escrever num muro a palavra “Liberdade”.

Os trabalhadores eram proibidos de reivindicar melhores condições de trabalho, os estudantes não podiam se organizar, o teatro, o cinema, a literatura e as artes em geral estavam sob forte censura, não existia liberdade de imprensa.

Dilma vê amigos presos, torturados, exilados e assassinados pela repressão. Casa-se com o companheiro de militância Claudio Galeno. Os dois caem na clandestinidade e, para fugir ao cerco da repressão, dividem-se entre diferentes cidades, até que a distância acaba separando o jovem casal.

Pouco depois, ela se apaixona pelo advogado e militante gaúcho Carlos Araújo. Em 1970, é presa e torturada nos porões da Oban e do Dops, em São Paulo. Como jamais participou de qualquer ação armada, a Justiça Militar a condena apenas por “subversão”, com pena de dois anos e um mês de prisão. Seu “crime” foi o mesmo de tantos jovens daqueles anos rebeldes: querer mudar o mundo.

http://www.dilma13.com.br/biografia/militacia/

Depois de vencer a luta, é que se pode cantar o hino da vitória: