terça-feira, 9 de março de 2010

Ufanista

"É isso que você escuta?
Essas mentiras que você fala...
Essas ridícularidades que você sustenta...

Isso tudo pra mim é barulho!"


[Reflexivo ambíguio: tente acompanhar, pense e desenvolva. Tente intepretar, mas não deixe que sua primeira idéia seja a que prevaleça, pois em 99% dos cacos ela é inadequada. Pense mais um pouco ou estude mais atento suas convicções e entenderá do que eu estou falando! Não tem, irracionamente, desqualificar essa tese! Ou estará reforçando uma segunda tese de que: "Tem gente que pensa que pensa!"]

Dia internacional, não dia das mães

O dia 8 de março se transfomou num dia em que a humanidade olha para as mulheres e: "Parabéns pelo seu dia!"

O dia 8 de março começou a ser comemorado com flores, beijos e abraços. Com o sentimentalismo materno e com a representação da fragilidade feminina que esse ridículo patriarcalismo criou. O dia 8 de março não é um dia das mães, como muitos pensam, é um dia que deve ser lembrado como um dia de luta, de força, de conquista e das igualdades entre os gêneros.

Não é cabivél comemorar tal dia com passagens românticas, ou com a poetização do ser feminino. O dia internacional da mulher só existe porque 'brutas' operárias de New York suaram por seus direitos e melhores condições de vida, e foram violentamente reprimidas. Passo grande para que as mulheres do mundo todo continuassem a batalhar por seu espaço e por sua humanidade, sem que as ditaduras machistas se apoderem de todo o meio.

Recebi mensagens ontem que traziam palavras de felicidade, delicadesa, beleza, sensibilidade, família e maternidade.
Bem, penso eu, que mulher vai bem além disso, e seria mais inteligente receber mensagens que falassem de força, coragem, de luta e determinação.

Inteligentemente resumindo, dia 8 de março, dia internacional da mulher, dia do estopim das lutas femininas.
Dia das mães é no segundo domingo de maio. Okay?!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Will e o mundo dos porquês

Will é um menino como todos os outros, há momentos que pensa que quando crescer vai ser bombeiro, policial, piloto, astronauta, médico e demais sonhos que todos os meninos na sua faixa etária possuem.
Mas Will não é só um menino físico, com seus dilemas e suas alegrias infantis, ele é especial, ele pensa e é racional, como as outras crianças, porém mais crítico, sendo que jamais pensaria ter um futuro tão alto quanto ser um astrounauta nas estrelas, tão brilhante como ser um héroi. E como todas as crianças Will pergunta, e pergunta muito. Tudo que ele quer é conhecer as coisas de seu mundo. Porque o céu é azul? Porque eu sou eu? Porque? Porque? Porque?

Bem, mesmo tendo esse sentido curioso e o cuidado de pensar, como todas as crianças Will é ensinado. Seus pais lhe ensinam o certo e o errado, na escola lhe ensinam matérias, valores e mitos. Na rua lhe ensinam a jogar bola, a andar de bicicleta, jogos e brincadeiras.

Will é esperto e aprende fácil. Mas mal sabe ele que muitas coisas são padrões ideologicos do seu mundo. Porque as meninas brincam de boneca e os meninos de carrinho? Will acredita que seja porque as brincadeiras são dominadas por gênero sexual.

E quem determinou essa padronização sexual?

A práticas da vida existiam antes mesmo de Will nascer, e se tais práticas existiam antes dele, é porque existiam fora dele.

Will foi ensinado a brincar de carrinho, e não de boneca, por ser uma idéia padrão social a respeito do seu gênero sexual. Will vai crescer, se formar em uma faculdade, ter um emprego, casar, ter filhos, cria-los... criar seus filhos do mesmo modo que foi criado, ensinado. Ele irá ensinar seus filhos, construi-los. Will aprendeu a andar, a falar, não por uma ordem natural e biológica, mas porque seus pais o construiram bipede, falante, pensante. E ele criar seus filhos, e também outras coisas. Se o ser humano é o único ser criador de seus meios (comportamentos, idéias, sociedade), mas quem cria o ser humano?

Will, futuramente aprendeu que ele é capaz de criar coisas, e de modifica-las. Mas quem o criou e é capaz de modifica-lo? Quem o criou foram outros seres humanos: pai e mãe! E quem o modificou foram as idéias padrões da sociedade. Will queria ser um astronauta, mas alguém disse que isso seria dificil de conseguir, então por uma idéia alheia ele optou por ser jornalista. Algo próximo a realidade dele, que assim como ele é também algo mutável.

Mas um determinado tempo Will para, pensa e se enche de dúvidas. Até dado tempo ele acreditava ter certeza de tudo a sua volta, e que todas as suas verdades seriam inabaláveis. Passando por um livraria Will encontra um livro que explica quase tudo sobre ele. Sobre ser humano.
Nesse livro Will percebe que a pergunta maior não é a das incertezas que o coletivo pensa: "Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou?", mas as respostas para quem é você. De onde veio e para onde vai.
O ser humano é um "matérial", moldado, em constante modificação biologica, e em incessantes dúvidas calamitosas.

Will mudou, e irá continuar mudando. E chega um ponto em que ele se da conta de que ele, assim como outros humanos, é uma constante mudança. Uma constante criação, uma constante construção, e constantemente mutável. Will percebe isso fácilmente pelas lembranças: "antes eu queria ser assim, hoje sou diferente! Antes eu pensava assim, hoje penso diferente. Eu era assim e mudei!". Tudo é modificado no comportamentalismo humano pois esse não passa de uma idéia, e idéias são mutáveis.
Sua sociedade espera que você um dia case e tenha filhos. Isso porque a sociedade sustenta essa idéia. E você, ao descobrir ser uma idéia constroi suas idéias onde casar e ter filhos não está na lista. E talvez porque você foi ensinado a isso, porque você é fruto de um casamento e filho de alguém.
Porque você tem a idéia de que os sentimentos é algo que vem do peito, do coração. Mas coração não pensa, e isso é mais um idéia padronizada da sociedade. Se coração não pensa quem ama é a cabeça, e sendo amor um sentimento (ou idéia) essa pode ser mutável.

Will tinha a idéia de que suas paixões era algo interiorizado. Mas se essas coisas já existiam antes dele, é porque existiam fora dele, e ele foi apenas uma vítima de ensinamentos dos padrões sociais. Nem arrependido, nem revoltado. Will passou a ver seus sentimentos de outra forma, com os olhos da mente e não como os olhos cegos do coração. Passou a racionalizar seus comportamentos e questionar seus ensinamentos. E tendo descoberto que tudo funciona diferente daquilo que pensa igenuamente sua sociedade ele irá passar os mesmos ensinamentos aos humanos que ele criará?

Talvez sim, pois a criação humana é algo incerto, mutável. Talvez sim, porque ele foi criado daquela maneira. Talvez não, e correrá o risco de criar seres humanos friamente racionáis, ou talvez sim, e criará os humanos com idéologias racionáis. Ver quantos talvez? Isso porque somos humanos e assim como nosso mundo, nossa mente é algo incerto, não concreto e com idéias não fixas e fácilmente modificaveis.
Mesmo que ele não crie os seus futuros com aquilo que aprendeu e descobriu, outros humanos iriam descobrir essas idéias, outros Wills entraram em cena, e mesmo que constantemente ensinados pela padronização social, os demais Wills perceberão que tudo aquilo que norteia a infinita tragetória humana é constantemente pensável, calculável, mutável... que tudo parte da mente.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Universidade pra quê?

Quando comentavam: "vou pra universiade só beber!" Eu ficava com aquela idéia de: "Que ser idiota! Por isso que não temos bons profissonais."

Hoje pude perceber que o ato de beber na faculdade vai além de uma simples diversão patética ou de uma socialização. O consumismo etílico acadêmico é algo que serve pra preencher um vazio, emocional, afetivo, social ou até mesmo o vazio de ter uma aula vaga porque seu professor de introdução à antropologia faltou.

Aí tem gente que sai de casa, pra nada, porque o professor passa um artigo de 30 páginas para você se apresentar lido dois dias depois. Os alunos vão, o professor não. Tem gente que gasta passagem, tem gente que gasta juízo no trânsito bem na hora do rush (como eu) para chegar com tempo. Mas, há a surpresa, você acorda cedo, estuda muito, se estressa, chega na faculdade com tempo corrido e o professor não chega.

Alunos presentes, professor ausente... cachaça presente!

Cachaça presente?´

Como eu disse, beber na faculdade serve para preencher aquele vazio, o vazio da aula vaga.

Os alunos estão, o professor não, e a cana tá lá... Aaaaahhh, vamos beber! Isso ensina e ajuda a pensar também, além de socializar, o que é muito importante pros futuros cientistas sociais.

"Fui pra aula hoje pensando em voltar pra casa com muitos ensinamentos acadêmicos críticos. Voltei com puras idéias e ilusões etílicas."
(Tomara que essa frase seja reconhecida, e um dia esteja nos artigos acadêmicos de pelo menos aqueles que bebem e sirva de inspiração para aulas vagas)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sim, Estácio...

Já entendi o recado, losers!
Losers que são losers defendem seus loserismo argumentando que tudo funciona perfeitamente.
Ei, losers, o meu nem sempre funciona, é fato. Mas quando eu terminar, é a mim que 'eles' de "quem são eles? quem eles pensam que são?", do poder mesmo vão querer.
É porque a minha tem mais crédito, tem mais pontos, é melhor sustentada.
Porque nem sou eu quem pago, eles pagam pra mim. Porque eu tenho poder de voz, porque não sou eu que se atrasar vou ficar privada e calada.

Tá bom, losers! Já entendi o recado!
Vocês são losers, sabem que são e para não adimitirem dizem: "Perfeitamente!"

terça-feira, 2 de março de 2010

Pssssssiu, não perturbe a cultura!

Como visto nas idéias das ciências humanas e sociais, tudo que remota a existência humana é fato de sua própria construção. Muitas vezes a sociedade entende que as determinancias dos seus hábitos são de fatos naturais, porém, esta naturalidade é considerada apenas um fato substancialista, negado pelo construcionismo crítico.

Pense bem, porque você segue determinados padrões basicamente ditados pela sociedade em que vive?

Certamente aquilo não estava ali desde o começo dos tempos, ele foi construido. Assim sendo, sua cultura, constumes, ideologias, paradigmas e crenças e até você, nada mais são provenientes de uma construção ditada como cultural. E tal cultura, assim como foi construida, ela pode ser transformada, ou desconstruida, já que tudo é proveniente da ação humana.

A sociedade nada mais é do que produto de construção humano-social-histórico, onde o coletivo é dominante sobre o indivíduo. Sendo o homem dependente dos padrões culturais que sua sociedade o impôs.

Mas não passamos a entender a cultura como algo natural, já constituido e apenas absorvido pelos homens. Não! Se fosse verdadeira um natureza comum, as culturas não seriam tão diversas.

O único problema que existe em determinadas culturas humanas é que estas, ás vezes, são mal interpretadas, ou usadas de má forma para justificar atos e ações brutas e irracionáis. Por exemplo, em manisfestações sociais o brasileiro, em algumas cituações, usa da força para depredar pratimônios públicos ou usar de violência. E há quem justifique que isso faz parte da cultura do brasileiro. Porém, tais atitudes não fazem parte de uma evolução de consciência, e sim, um retrocesso da humanização.

O uso de impulsos hormonais e ações brutais, irracionais, impensaveis é um fato que só trás prejuizos a 'realidade' humana.
Quando vemos pessoas de determinadas sociedades pobres, depredando pratimônios públicos, onde os maiores depententes daquele meio são eles, em nome de um tráficante que foi morto ou preso deveriamos parar para pensar que naquela cena só existe a atuação da animalização humana, uma seguida da outra. Um traficante, mesmo que seja bem quisto pela comunidade onde vive, é uma figura que basicamente perturba o curso evolucionista, já que este prega a violência, a ilegalidade e o terror. Tira-lo de cena é, para demais "cidadãos de bem" sinônimo de tranquilidade. Mas ao tirar tal personagem de cena, os seus queridos, ou seu povo, se revolta coletivamente, considerando uma injustiça, ai começam os ataques as autoridades protetoras da ordem social, destruição e violência. Ou seja, todo um conjunto de atos animalizados impulsivamente hormonais e irracionais que só vem a regredir a imagem humana.
E depois todos esse atos brutais são justificados com sendo natural da cultura daqueles povos.

Primeiro que o natural é algo substancial, e fácil de ser modificado, assim também como o cultural. Sendo o cultural algo a ser entendendido como algo construído, desenvolvido, não cabe afirmar que a animalização, a irracionalização humana seja um ato pertencente a cultura. O Homo sapiens é um animal já então desenvolvido, construído, evoluido. Sendo bicho evoluído, o homem desenvolveu sua cultura, seus costumes, seus comportamentos, e já que esta cultura foi assim construida, deve ser entendida como sendo algo racionalizada, pensada, estudada, não apenas jogada ou criada.
A regressão, a animalização, a irracionalização então não é algo que deve ser defendido como culturalmente humano. Já que o homem evoluido é aquele que pensa e que justifica seus atos racionamente. Espalhar essa desordem, prova também, que nem todos os humanos são assim, evoluidos. Se a racionalização e as ações sociais culturalistas são construções, a desconstrução disso se prova existente nos demais atos irracionáis, impensavéis e regredidos onde impulsivamente são efetuados sem medição de demais consequências.